Problema de amanhã
Postado dia 18 de July de 2008 por João
Passando pelo jogo de amanhã, no sábado o Brasil enfrenta Croácia ou Canadá. Como a Croácia venceu seus dois jogos com facilidade e o Canadá quase foi eliminado pela Coréia do Sul, possivelmente o confronto direto pela vaga seja contra o time europeu. Como o Brasil venceu a Croácia semana passada num torneio amistoso, não há por que se assustar com o jogo e é possível, mesmo, pensar na classificação para Pequim. Se perder, ainda não será motivo de desespero, ainda haverá uma chance no domingo. O vencedor de Eslovênia e Porto Rico enfrentará, no sábado, a Grécia, que não deverá ter dificuldades para superar a Nova Zelândia. Então, como a Grécia também deve vencer o jogo do sábado, no domingo o Brasil disputaria a última vaga olímpica contra Eslovênia ou Porto Rico – um jogo que será dramático, mas que não parece desesperador. O problema maior não está no fim de semana, e sim, no jogo de amanhã.
Amanhã o Brasil enfrenta a Alemanha em seu jogo mais difícil no torneio. O jogo contra a Grécia seria o mais difícil, mas, convenhamos, o time brasileiro não tinha obrigação de ganhá-lo – embora também não fosse preciso perder por 20 pontos de diferença. Na partida de amanhã, a seleção jogará contra o segundo melhor time do torneio e que possui um dos melhores jogadores da NBA, Dirk Nowitzki, segundo maior pontuador do pré-olímpico com média de 25,5 pontos por partida.
Vencendo a Alemanha, não seria demasiado pensar na vaga para Pequim, nem tampouco em fazer uma boa campanha nas Olimpíadas. O problema é vencer amanhã, com tantos desfalques, com tantos erros na armação das jogadas e com tantos pontos de Nowitzki.
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Favorito à prata
Postado dia 30 de June de 2008 por João
Até o último sábado, o melhor tempo da história dos 400m Medley masculino era 4min06s22, obtido no Mundial de Melbourne/2007. Ontem, contudo, a marca foi ultrapassada e caiu para terceiro lugar no pódio estatístico. Nas classificatórias nacionais, Ryan Lochte, vice-campeão em Melbourne, anotou o tempo de 4min06s08 e não ficou com o recorde mundial. Aliás, quando ele cravou o tempo, todo mundo já sabia que não se tratava de uma nova melhor marca. É que alguns décimos antes, Michael Phelps havia terminado a mesma prova em 4min05s25.
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Recorde de areia
Postado dia 30 de June de 2008 por João
Mais uma das eliminatórias norte-americanas de Atletismo. Enquanto Ulsain Bolt vencia Asafa Powell na Jamaica – e ambos garantiam vaga em Pequim –, Tyson Gay cravava o melhor tempo da história nos 100m rasos. 9s68 foi a incrível marca obtida por Gay na pista de Eugene, no estado americano do Oregon. Contudo, como ventava a 4,1m/s na hora da prova, a marca não será homologada pela IAAF – Federação Internacional de Atletismo –, pois estava acima dos 2,0m/s aceitos pela entidade.
Para que ele não saia sem nenhum recorde no bolso, no sábado, sem vento que ajudasse, ele fez 9s77 e estabeleceu o novo recorde nacional da prova – que era de Maurice Grenne desde 1999, com 9s79.
Se o recorde mundial da prova pertence (ainda) a Bolt, que correu a distância, este ano, em 9s72, a melhor marca de todas pertencia a Obadele Thompsom, de Barbados, quando, em 1996, impulsionado por um vento de 5,3m/s, venceu os 100m rasos em 9s69.
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Deu zebra na Jamaica
Postado dia 30 de June de 2008 por João
Depois que a dona do melhor tempo do ano não conseguiu assegurar vaga em Pequim (Marshavet Hooker fez 10s76 na sexta-feira, mas terminou a final da eliminatória norte-americana em 4º lugar no sábado), foi a vez de Veronica Campbell decepcionar na classificatória jamaicana. Bronze em Atenas/2004, prata no Mundial de Helsinque/2005 e campeã do mundo em Osaka/2007, ela não assegurou vaga nos 100m rasos para as Olimpíadas, terminando a disputa nacional na quarta posição. Seu consolo é que conquistou vaga nos 200m rasos e poderá lutar pelo bi-olímpico – o que será bem difícil, já que, em Osaka, no ano passado, ela perdeu para a norte-americana Alysson Felix.
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Salto para o presente
Postado dia 29 de June de 2008 por João
Agora, já dá para pensar em pódio olímpico. Hoje, no Troféu Brasil de Atletismo, disputado em São Paulo, Fabiana Murer estabeleceu novo recorde brasileiro e sul-americano no Salto com Vara, superando o sarrafo a 4,80m do chão. Foi a segunda melhor marca do ano, em provas outdoor – a melhor é 4,90m, da norte-americana Jennifer Stuczynski. O salto mais alto do ano, no geral, ainda é da russa Yelena Isinbaeva, que ultrapassou 4,95m numa prova indoor. Com a marca obtida hoje, Murer se tornou a sexta saltadora na história a transpor os 4,80m.
O salto de Murer foi tão significativo que, com ele, ela teria sido prata nas Olimpíadas de Atenas/2004 e no Mundial de Helsinque/2005, além de ter empatado, na primeira posição, com a própria Isinbaeva no Mundial de Osaka, ano passado.
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Vinte anos depois…
Postado dia 29 de June de 2008 por João
Se há quem acredite que o Universo seja curvo e que o tempo também possa descrever círculos, como a história, uma curva no tempo tirou a Bulgária da disputa em Pequim de um de seus esportes mais populares. Nessa semana, a federação búlgara de Halterofilismo anunciou que não tomaria parte nas competições olímpicas deste ano porque onze de seus atletas foram flagrados em exames antidoping.realizados no começo deste mês. O medo tem razão histórica de ser.
Nos Jogos Olímpicos de Seul/1988, dois búlgaros tiveram de devolver suas medalhas de ouro por conta de uso de substância dopante. Mitko Grablev e Angel Guenchev protagonizaram um dos escândalos olímpicos daquele ano, que só não teve mais repercussão graças ao de Ben Johnson, bode expiatório ainda muito em voga duas décadas depois.
Nos Jogos de Atenas/2004, o país conquistou uma medalha de ouro, assim como no Mundial de Chiang Mai/2007, na Tailândia. Pouco, se comparado com a tradição búlgara no esporte, e muito, se pensar que o doping pode ter sido responsável por elas.
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Rápida mudança
Postado dia 29 de June de 2008 por João
Tão rápida quanto a prova dos 100m rasos foi o meteoro Marshavet Hooker. Depois de ter conquistado o quinto melhor tempo da história nos 100m rasos feminino ontem, nas eliminatórias norte-americanas, hoje ela não conseguiu a vaga olímpica individual para a prova. Se ontem ela marcou 10s76, seu tempo, hoje, 10s93, a colocou na quarta posição, deixando-lhe aberta, somente, uma possibilidade de participação no Revezamento.
Outra decepção nesta prova foi Alysson Felix, que esperava poder corrê-la em Pequim, mas terminou na 5ª posição. Carmelita Jeter, bronze na prova no último mundial, foi eliminada ainda nas semifinais.
As três atletas dos EUA que se classificaram foram as veteranas Torri Edwards, campeã mundial em Paris/2003 e quarta colocada em Osaka/2007 e Lauryn Williams, vice-campeã do mundo ano passado, prata em Atenas/2004 e ouro no Mundial de Helsinque/2005.
A surpresa, mesmo, ficou por conta de Muna Lee, atleta de 26 anos de idade e de poucos resultados expressivos. Ela participou da final olímpica dos 200m rasos em 2004 e ficou na sétima posição, mesma colocação que obteve na única final que participou, em mundiais, nos 100m rasos – em 2005. Foram tão imprevisíveis os resultados das eliminatórias norte-americanas que é difícil, inclusive, apontá-la como favorita.
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Uma nova sempre vem
Postado dia 28 de June de 2008 por João
A melhor marca do ano para os 100m rasos feminino foi estabelecida ontem durante as eliminatórias norte-americanas para os Jogos Olímpicos. Surpreendentemente, ela não foi obtida por Alysson Felix, especialista nos 200m e que havia conseguido uma boa marca nos 100m este ano, nem por Lauryn Williams, Carmelita Jeter ou Torri Edwards, 2ª, 3ª e 4ª colocadas, respectivamente, no Mundial de Osaka/2007. Numa prova quarta-de-final, a inusitada Marshavet Hooker, de 24 anos, cravou o tempo de 10s76 e se tornou favorita a conquistar uma das três vagas nacionais para Pequim. Até o ano passado, Hooker jamais corrido abaixo dos 11s, tendo como melhor marca 11s06. Em maio deste ano, ela conseguiu um expressivo 10s94. Expressivo, mas nada parecido com o que ela obteve ontem.
Com o tempo de 10s76, quinto melhor da história da prova, Hooker teria sido prata nos Jogos Olímpicos de Seul/1988, perdendo, apenas, para Florence Griffith-Joyner, eternamente suspeita de usar substância dopante, mas teria ganho ouro em qualquer outra disputa olímpica.
Como as eliminatórias norte-americanas são muito duras – Carl Lewis, por exemplo, era bicampeão olímpico e não conseguiu vaga para os 100m rasos, em Barcelona/1992, por ter ficado na 6ª posição na classificatória nacional, – é possível, embora não provável, que ela perca a vaga na prova individual, mas dificilmente deixará de competir, pelo menos, no Revezamento. Pequim deverá aguardá-la, independentemente do resultado na final.
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Difícil mesmo
Postado dia 27 de June de 2008 por João
Neste milênio, nenhum esporte coletivo evoluiu mais no Brasil que o Handebol. Não que a Liga Nacional Masculina e a Feminina sejam fortes e tenham abrangência em todo o território, nem que o esporte tenha amplo apoio da iniciativa privada – os nacionais continuam muito restritos ao Sul-Sudeste e a Petrobrás ainda monopoliza o patrocínio de nossas seleções nacionais. O desenvolvimento desse esporte ainda é tímido, por exemplo, se comparado ao do Vôlei, mas é preciso dizer que já não é muito incomum saber de jogadores brasileiros que atuam no handebol europeu, e, também, que o Brasil, tanto no masculino, quanto no feminino, venceu as duas últimas edições dos Jogos Panamericanos – as mulheres, inclusive, vencerem as três últimas.
Em Campeonatos Mundiais, o Brasil também vem colhendo, especialmente no Feminino, alguns bons resultados, como o 7º lugar em 2005, na Rússia, e o empate, ano passado, no ainda na primeira fase do Mundial da França, contra o time que conquistaria, dias depois, o bicampeonato mundial, a Rússia.
Também no Feminino, nas Olimpíadas de Atenas/2004, o time conseguiu passar para a segunda fase e perdeu para a Coréia do Sul por dois gols de diferença – Coréia que se tornaria, mais uma vez, vice-campeã olímpica, perdendo nos pênaltis para a Dinamarca. No Masculino, há quatro anos, em Atenas, o Brasil não se classificou para a segunda fase, mas fez uma boa campanha, jogando muito bem contra a Hungria e vencendo o Egito. Para nossas duas seleções, os Jogos Olímpicos de Pequim serviriam para firmar o país no cenário mundial, talvez com o time masculino ficando entre os oito melhores e as mulheres, com alguma sorte no cruzamento da segunda fase, chegando às semifinais. Serviriam.
O sorteio não foi generoso com nossas duas seleções e as colocou em sérios apuros logo na primeira fase. São grupos de seis times com classificação à fase seguinte para os quatro primeiros.
As mulheres enfrentarão, pela ordem, Alemanha (bronze no último Mundial), Hungria (prata em Sydney/2000 e 4ª colocada no Mundial), Rússia (atual bicampeã do mundo), Coréia do Sul (prata em Atenas/2004) e a Suécia (apesar da tradição no masculino, é, teoricamente, o time mais fraco da chave, fazendo sua estréia olímpica).
Os homens jogarão, na primeira fase, pela ordem, contra França (4ª colocada no Mundial do ano passado, na Alemanha, e bronze em Portugal/2003 e Tunísia/2005 e campeã mundial em casa, em 2001), Croácia (campeã mundial em 2003, olímpica em 2004 e prata no europeu do ano passado), Polônia (vice-campeã do mundo no ano passado), China (dona da casa, mas sem grande expressão no Handebol) e Espanha (campeã do mundo em 2005).
Para o Handebol Feminino, ainda é possível imaginar uma vitória contra a Suécia e boa luta contra Hungria e Coréia do Sul, mas, para o time masculino, a situação é delicada: são três dos quatro últimos campeões mundiais e o time considerado mais fraco terá apoio da torcida. Mais do que jogar muito, vai ser preciso contar com alguma sorte, em Pequim, para ver uma de nossas duas seleções entre as oito melhores.
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Sem campeões
Postado dia 25 de June de 2008 por João
Favorito de sempre ao ouro, o time masculino de Basquete dos EUA vai para Pequim sem a presença de nenhum dos campeões da atual temporada da NBA. O time do Boston Celtics, por opção do treinador Mike Krzyzewski, não conta com nenhum atleta entre os doze convocados. Paul Pierce, ala/armador que havia sido pré-relacionado, ficou fora da convocação, embora tenha sido eleito o melhor jogador das finais da NBA este ano.
Por outro lado, o time contará com Kobe Bryant, dos LA Lakers, apontado, mais uma vez, como o melhor jogador da temporada regular, e com Jason Kidd, ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney/2000, última conquista dos EUA com jogadores profissionais.
Nos últimos oito anos, o Basquete Masculino dos EUA colecionou fracassos históricos, como o sexto lugar no Mundial de 2002, disputado em Indianápolis, quando perdeu para Argentina, Iugoslávia e Espanha, e a derrota por 19 pontos de diferença para Porto Rico na primeira fase dos Jogos de Atenas/2004 (os americanos ainda ficaram com o bronze). No Mundial do Japão/2006, o time terminou em terceiro lugar, havendo perdido a chance de lutar pelo ouro numa partida memorável contra a Grécia, nas semifinais.
De antemão, já se sabe que os EUA jogarão, na primeira fase, contra China, Angola, Espanha e dois classificados do Pré-Olímpico Mundial.
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